Breve Histórico
A cidade do Altinho tem sua origem na Antiga Fazenda “Nossa Senhora do Ó do Altinho Ribeira d’Una”, fundada pelo sesmeiro Capitão Antonio Vieira de Mello no final do século XVII. José Vieira de Mello (neto do fundador), nascido em 1737, tornou-se proprietário e administrador da dita Fazenda.
Sendo homem de larga visão e religiosidade, a 28 de julho de 1770, doou “meia légua de terra em quadra”, 20 novilhas e um reprodutor para fazer Patrimônio da Capela que erigiu em 1773.
A ocupação do terreno em torno da Capela para a construção de moradias e a “Estrada Geral” Garanhuns/Recife, via Fazenda Nossa Senhora do Ó, foram as alavancas propulsoras para o crescimento da Povoação que surgia.
O desenvolvimento foi tamanho que na primeira década do século XIX, a construção de um templo maior se tornou necessidade premente.
Em 1829, o Vigário Agostinho e Padre Couto (Capelão), junto com a comunidade local, deram início a construção da atual Igreja Matriz e, em 1837 com a Lei Provincial nº 45 foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Ó. Em 18 de fevereiro de 1854, foi enviado ao então Presidente da Província de Pernambuco, um “abaixo- assinado” com mais de 100 assinaturas de eleitores do Distrito, todos alfabetizados, solicitando a Emancipação Política. Só em 24 de abril de 1886, através da Lei Provincial nº 1863, foi criado o TERMO e o Município. A eleição para os membros da 1ª Câmara de Vereadores aconteceu em julho de 1886. Os eleitos foram diplomados e empossados em 7 de janeiro de 1887, pela Câmara de Caruaru.
A “Villa” do Altinho foi efetivada a categoria de Cidade na República, pela Lei Estadual nº 400, de 28 de junho de 1899.
A então Povoação do Altinho projetou-se na história nacional por ocasião da revolução dos Cabanos em 1831. Na madrugada de 02 de abril de 1833, os Cabanos se entrincheiraram nos alicerces da atual Matriz e abriram fogo contra o “Quartel General das tropas do Centro” localizado em um sobrado, atual esquina da Praça Júlio Rodrigues Filho, antiga Praça do Centenário, com a Rua Dr. Nestor Varejão.
Entre os filhos ilustres de Altinho, estão Dr. Epaminondas de Barros Correia (Barão de Contendas), Dr. Apolônio de Farias Sales, Ministro da Agricultura por duas vezes no governo Vargas e Senador por Pernambuco, Dr. Antonio Lins de Figueiredo, Chefe do Posto Municipal de Higiene e Prefeito, em 1939/1940 e Cel. João Ferreira de Moraes (Cel. João Veríssimo de Umbaúba), prefeito constitucional em 1892/1895.
Informações comprovadas pelos Documentos Oficiais no arquivo público de Pernambuco.
A cidade do Altinho tem sua origem na Antiga Fazenda “Nossa Senhora do Ó do Altinho Ribeira d’Una”, fundada pelo sesmeiro Capitão Antonio Vieira de Mello no final do século XVII. José Vieira de Mello (neto do fundador), nascido em 1737, tornou-se proprietário e administrador da dita Fazenda.
Sendo homem de larga visão e religiosidade, a 28 de julho de 1770, doou “meia légua de terra em quadra”, 20 novilhas e um reprodutor para fazer Patrimônio da Capela que erigiu em 1773.
A ocupação do terreno em torno da Capela para a construção de moradias e a “Estrada Geral” Garanhuns/Recife, via Fazenda Nossa Senhora do Ó, foram as alavancas propulsoras para o crescimento da Povoação que surgia.
O desenvolvimento foi tamanho que na primeira década do século XIX, a construção de um templo maior se tornou necessidade premente.
Em 1829, o Vigário Agostinho e Padre Couto (Capelão), junto com a comunidade local, deram início a construção da atual Igreja Matriz e, em 1837 com a Lei Provincial nº 45 foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Ó. Em 18 de fevereiro de 1854, foi enviado ao então Presidente da Província de Pernambuco, um “abaixo- assinado” com mais de 100 assinaturas de eleitores do Distrito, todos alfabetizados, solicitando a Emancipação Política. Só em 24 de abril de 1886, através da Lei Provincial nº 1863, foi criado o TERMO e o Município. A eleição para os membros da 1ª Câmara de Vereadores aconteceu em julho de 1886. Os eleitos foram diplomados e empossados em 7 de janeiro de 1887, pela Câmara de Caruaru.
A “Villa” do Altinho foi efetivada a categoria de Cidade na República, pela Lei Estadual nº 400, de 28 de junho de 1899.
A então Povoação do Altinho projetou-se na história nacional por ocasião da revolução dos Cabanos em 1831. Na madrugada de 02 de abril de 1833, os Cabanos se entrincheiraram nos alicerces da atual Matriz e abriram fogo contra o “Quartel General das tropas do Centro” localizado em um sobrado, atual esquina da Praça Júlio Rodrigues Filho, antiga Praça do Centenário, com a Rua Dr. Nestor Varejão.
Entre os filhos ilustres de Altinho, estão Dr. Epaminondas de Barros Correia (Barão de Contendas), Dr. Apolônio de Farias Sales, Ministro da Agricultura por duas vezes no governo Vargas e Senador por Pernambuco, Dr. Antonio Lins de Figueiredo, Chefe do Posto Municipal de Higiene e Prefeito, em 1939/1940 e Cel. João Ferreira de Moraes (Cel. João Veríssimo de Umbaúba), prefeito constitucional em 1892/1895.
Informações comprovadas pelos Documentos Oficiais no arquivo público de Pernambuco.
____________________________________________________
Ó
Nossa Senhora do Ó18 de dezembro
“O mistério do evangelho é a conceição do verbo no ventre virginal de Maria Ssma; o título da festa é a expectação do parto e desejos da mesma Senhora, de baixo do nome do Ó, e porque o Ó é um circulo, e o ventre virginal outro círculo...” (Pe. Antônio Vieira)
Quando lemos nas escrituras que: “Maria guardava todas as coisas em seu coração” entendemos que a palavra de Deus encontrou eco, desde sempre, no Imaculado Coração de Maria.
O sim de Maria encheu o Céu de Júbilo, o coração de Deus transbordou de alegria, pois a criação teria uma nova e definitiva oportunidade e conforme Santo Agostinho: “Eva chorou,
Maria exultou. A mãe de nossa raça nos trouxe a tristeza; a mãe de Deus a alegria.”
O cotidiano de Maria em nada mudou com a encarnação do verbo, seus dias foram marcados pelo trabalho silencioso, os afazeres domésticos enchiam o tempo de Nossa Senhora.
Nos momentos de folga, tecia as mantas do enxoval, bordava os modestos cueiros e em cada ponto divagava em seus pensamentos e exclamava conforme nos relata Pe. Antônio Vieira “os desejos da Virgem Santíssima, que todos eram Oh! Quando chegará aquele dia! Oh! Quando chegará aquela ditosa hora, em que veja com meus olhos e em meus braços ao filho de Deus e meu! Oh! Quando... Estes desejos da senhora começaram na concepção e acabaram no parto.”Segundo alguns autores, a denominação de Nossa Senhora do Ó deriva de ser a letra “O” símbolo de imortalidade e, portanto de Deus, de quem Maria é mãe.
A festa da Expectação do parto da Ssma. Virgem foi instituída por Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, e tinha como objetivo lembrar as alegrias de Maria, em sua doce espera.
“As antífonas do Ó”
Desde o dia 17 de dezembro até o dia 23 do mesmo mês, antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas, são cantadas sete antífonas, uma por dia.
Todas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo Vinde.
Todas estas antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias e tem suas origens por volta do ano 600.
Desde a primeira até a última, Jesus é invocado como sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel. Ex: 17 de dezembro. Ó sabedoria que procede da boca do altíssimo, vós estendei-vos até os confins da terra e tudo dispondes com a fortaleza e benignidade.
-Vinde ensinar-nos o caminho da sabedoria.
O culto e a devoção a Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, veio para o Brasil com os portugueses e aqui a devoção popularizou-se com a freguesia de Nossa Senhora Do Ó em São Paulo.Geralmente a imagem de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, representa a Virgem Maria com seu ventre sagrado desenvolvido, tendo as mãos sobre o peito, e no ventre encontramos as inscrições J.H.S.
O mais importante, para nós, é lembrar que os Ós de Maria estavam carregados da certeza de estar trazendo em seu ventre, a esperança de um povo.
Ó! Doce certeza, em um mundo de tantas incertezas.
Ó! Feliz, sempre Virgem Maria.
“O mistério do evangelho é a conceição do verbo no ventre virginal de Maria Ssma; o título da festa é a expectação do parto e desejos da mesma Senhora, de baixo do nome do Ó, e porque o Ó é um circulo, e o ventre virginal outro círculo...” (Pe. Antônio Vieira)
Quando lemos nas escrituras que: “Maria guardava todas as coisas em seu coração” entendemos que a palavra de Deus encontrou eco, desde sempre, no Imaculado Coração de Maria.
O sim de Maria encheu o Céu de Júbilo, o coração de Deus transbordou de alegria, pois a criação teria uma nova e definitiva oportunidade e conforme Santo Agostinho: “Eva chorou,
Maria exultou. A mãe de nossa raça nos trouxe a tristeza; a mãe de Deus a alegria.”
O cotidiano de Maria em nada mudou com a encarnação do verbo, seus dias foram marcados pelo trabalho silencioso, os afazeres domésticos enchiam o tempo de Nossa Senhora.
Nos momentos de folga, tecia as mantas do enxoval, bordava os modestos cueiros e em cada ponto divagava em seus pensamentos e exclamava conforme nos relata Pe. Antônio Vieira “os desejos da Virgem Santíssima, que todos eram Oh! Quando chegará aquele dia! Oh! Quando chegará aquela ditosa hora, em que veja com meus olhos e em meus braços ao filho de Deus e meu! Oh! Quando... Estes desejos da senhora começaram na concepção e acabaram no parto.”Segundo alguns autores, a denominação de Nossa Senhora do Ó deriva de ser a letra “O” símbolo de imortalidade e, portanto de Deus, de quem Maria é mãe.
A festa da Expectação do parto da Ssma. Virgem foi instituída por Santo Ildefonso, Bispo de Toledo, e tinha como objetivo lembrar as alegrias de Maria, em sua doce espera.
“As antífonas do Ó”
Desde o dia 17 de dezembro até o dia 23 do mesmo mês, antes e depois da recitação do Magnificat na oração das vésperas, são cantadas sete antífonas, uma por dia.
Todas começam por uma invocação a Jesus, que, no entanto nunca é chamado pelo nome, e todas incluem o apelo Vinde.
Todas estas antífonas são inspiradas pelos textos do Antigo Testamento que anunciam o Messias e tem suas origens por volta do ano 600.
Desde a primeira até a última, Jesus é invocado como sabedoria, Senhor, Raiz, Chave, Estrela, Rei e Emanuel. Ex: 17 de dezembro. Ó sabedoria que procede da boca do altíssimo, vós estendei-vos até os confins da terra e tudo dispondes com a fortaleza e benignidade.
-Vinde ensinar-nos o caminho da sabedoria.
O culto e a devoção a Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, veio para o Brasil com os portugueses e aqui a devoção popularizou-se com a freguesia de Nossa Senhora Do Ó em São Paulo.Geralmente a imagem de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, representa a Virgem Maria com seu ventre sagrado desenvolvido, tendo as mãos sobre o peito, e no ventre encontramos as inscrições J.H.S.
O mais importante, para nós, é lembrar que os Ós de Maria estavam carregados da certeza de estar trazendo em seu ventre, a esperança de um povo.
Ó! Doce certeza, em um mundo de tantas incertezas.
Ó! Feliz, sempre Virgem Maria.